Sala VIP agora exige fatura mínima: descubra qual cartão você tem e quanto precisa gastar
Se você tem um cartão Black ou Infinite e usa as salas VIP de Guarulhos como se fossem um direito inegociável, é hora de repensar a estratégia. Em junho de 2025, a Mastercard co...
Resumo rapido
- A Mastercard passou a exigir, desde setembro de 2025, gasto mínimo trimestral para liberar o acesso gratuito às salas VIP do Terminal 3 de Guarulhos.
- A meta mais comum adotada pelos bancos é R$ 15 mil em compras no trimestre (cerca de R$ 5 mil/mês), mas cada emissor pode definir seu próprio valor.
- Quem não atinge a fatura mínima não fica sem sala — paga US$ 32 a US$ 35 por pessoa na recepção.
- Programas como LoungeKey, Priority Pass e Dragon Pass/Visa Airport Companion também ganharam metas de gasto dos emissores.
- Itaú, Caixa, Bradesco (linhas Visa) e Banco do Brasil (linhas Visa Infinite) ainda mantêm acesso sem gasto mínimo divulgado.
O que mudou nas salas VIP de Guarulhos
Se você tem um cartão Black ou Infinite e usa as salas VIP de Guarulhos como se fossem um direito inegociável, é hora de repensar a estratégia. Em junho de 2025, a Mastercard comunicou que, a partir de 1º de setembro daquele ano, as duas salas da bandeira no Terminal 3 — a Sala VIP Lounge e o Lounge Mastercard Black — passariam a condicionar a entrada gratuita ao volume de compras acumulado no trimestre anterior à visita.
A bandeira deixou o valor exato a critério de cada banco emissor, e a esmagadora maioria dos emissores brasileiros convergiu para o mesmo número: R$ 15 mil em compras nos três meses anteriores. Na prática, isso significa uma média mensal de R$ 5 mil na fatura. Quem fica abaixo da meta continua podendo entrar, mas paga na recepção — geralmente entre US$ 32 e US$ 35 por pessoa.
O mesmo movimento chegou aos programas de acesso terceirizados. LoungeKey, Priority Pass e o Visa Airport Companion (Dragon Pass) — que abrem portas em milhares de salas no Brasil e no mundo — também passaram a exigir metas de gasto mensal ou trimestral para liberar as entradas gratuitas, mesmo para clientes que não usam Guarulhos.
Detalhes da oferta
No grupo dos cartões que dão acesso às salas próprias da Mastercard em Guarulhos, estão listados o Bradesco Mastercard Black, o BTG Pactual Mastercard Black (nas variantes Tap, Black e Kaza Capital), o C6 Bank Black e Carbon (versões não ilimitadas), o PicPay Epic, o RecargaPay Titan Mastercard Black, o Sisprime Mastercard Black, o Credicoamo Mastercard Black, o Ourocard Mastercard Black do Banco do Brasil (regra vigente desde 01/11/2025) e o Santander em suas linhas Black, Unique e Advantage. Todos exigem R$ 15 mil no trimestre anterior à visita, com exceção do cartão Ultrablue/Partners do BTG, que segue com acesso ilimitado.
No segundo grupo, estão os cartões que dão acesso por meio de LoungeKey ou Dragon Pass, com regras próprias de gasto: Sofisa Direto Visa Infinite (a partir de R$ 5 mil/mês, 2 acessos/ano), Santander GOL Smiles Visa Infinite (R$ 15 mil/trimestre, 1 acesso/ano), Santander Unique Mastercard Black ou Visa Infinite (R$ 15 mil/trimestre, 2 acessos/ano), Santander AAdvantage Mastercard Black (R$ 15 mil/trimestre, 4 acessos/ano), Santander Unlimited (R$ 30 mil/trimestre, 8 acessos/ano), XP One (a partir de R$ 3 mil/mês, 2 acessos/ano), XP Infinite (a partir de R$ 3 mil/mês, 4 acessos/ano), Rico Visa Infinite (a partir de R$ 3 mil/mês, 2 acessos/ano, ou 4 acessos com R$ 50 mil aplicados) e BRB Dux (R$ 5 mil na fatura para titular e R$ 3 mil para adicionais, com acessos ilimitados).
Regras e requisitos
A régua principal é simples: cada cartão tem sua própria meta, e a contagem considera o trimestre imediatamente anterior à visita. Cartões que não atingem a meta pagam na hora — não ficam sem sala. A regra da Mastercard vale especificamente para as salas do Terminal 3 de Guarulhos; para salas parceiras via LoungeKey, Priority Pass e Dragon Pass, valem as metas definidas por cada emissor. E atenção: a isenção ou não de gasto mínimo é por cartão e bandeira, não por banco. Itaú, Caixa, Bradesco (linhas Visa) e Banco do Brasil (linhas Visa Infinite) ainda não divulgaram meta de gasto, mas isso pode mudar a qualquer momento.
Como aproveitar
Antes de viajar, confira no app do seu banco ou na central de atendimento se a fatura do trimestre anterior bateu a meta. Se você tem mais de um cartão da lista, priorize aquele com maior número de acessos gratuitos ou com meta mais fácil. Para quem gasta pouco no cartão, vale considerar trocar para um cartão sem gasto mínimo (Itaú, Caixa, Bradesco Visa ou BB Visa Infinite) ou avaliar se os US$ 32 a US$ 35 pontuais compensam manter o cartão atual. E lembre-se: o cartão Ultrablue/Partners do BTG segue com acesso ilimitado — um diferencial relevante para quem não quer ficar refém de meta.
Vale a pena?
A mudança não chega a ser uma tragédia para o consumidor, mas torna o benefício mais custoso de manter. Para quem já fatura acima de R$ 5 mil/mês, nada muda na prática. Para quem usa a sala com frequência e tem fatura mais enxuta, pagar US$ 32 a US$ 35 por acesso pode pesar — uma família de quatro, por exemplo, gasta US$ 128 a US$ 140 por visita. Por outro lado, a possibilidade de pagar na recepção dá flexibilidade: se a viagem é rara e a fatura do trimestre não bateu, ainda há como entrar pagando. Vale revisar o perfil de uso antes de cancelar ou trocar de cartão.
Aviso importante
Fonte original: https://altarendablog.com.br/2026/09/07/lista-atualizada-os-cartoes-black-e-infinite-que-agora-cobram-para-voce-usar-a-sala-vip/
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