Paris na Executiva: Economize milhas nesta rota da Air France
Quem planeja uma viagem internacional de alto padrão precisa estar atento para não queimar o acúmulo de anos em um único resgate. Ao analisar a rota entre São Paulo e Paris oper...
Resumo rapido
- Flying Blue é a opção mais barata, cobrando 85.000 milhas.
- A Smiles exige 574.100 milhas para o mesmo voo na Classe Executiva.
- Transferências do Santander MR para Flying Blue têm taxa 1:1.
- A Smiles pode compensar se houver bônus de transferência e uso de truques de desconto.
- Delta SkyMiles é uma alternativa intermediária com 105.000 milhas.
Quem planeja uma viagem internacional de alto padrão precisa estar atento para não queimar o acúmulo de anos em um único resgate. Ao analisar a rota entre São Paulo e Paris operada pela Air France na Classe Executiva, a diferença de custo entre os programas de fidelidade é brutal. Escolher o canal correto de emissão pode significar uma economia de centenas de milhares de pontos, garantindo o mesmo conforto a bordo por uma fração do preço.
Detalhes da oferta
A pesquisa comparou os principais programas parceiros que permitem emissão neste trecho. A vantagem competitiva fica nitidamente com o programa da própria companhia aérea. O Flying Blue cobra 85.000 milhas, adicionando apenas US$ 12,40 em taxas. Em contrapartida, a Smiles apresenta um valor exorbitante de 574.100 milhas + R$ 64,56, enquanto o Delta SkyMiles aparece em um patamar intermediário, solicitando 105.000 milhas + R$ 64,56. É fundamental notar que tanto a Smiles quanto o Flying Blue utilizam tarifação dinâmica, ou seja, esses valores representam as melhores tarifas encontradas no momento da consulta e podem flutuar.
Regras e requisitos
A viabilidade econômica do resgate depende diretamente de onde você acumula seus pontos. Para aproveitar a tarifa de 85.000 milhas do Flying Blue, o cenário ideal é possuir o Membership Rewards do Santander (cartões American Express), que permite transferência na proporção 1:1. O mesmo ocorre para portadores do The Centurion Card Bradesco usando pontos Livelo. Já para o Delta SkyMiles, o acesso também se dá via Membership Rewards do Santander na proporção 1:1. Para quem utiliza o programa Esfera ou Livelo padrão, a transferência para o Flying Blue sofre um deságio, exigindo 3,5 pontos para cada 1 milha do programa francês.
Como aproveitar
A estratégia mais eficiente para quem tem cartões American Express do Santander é transferir pontos diretamente para o Flying Blue, garantindo o resgate pelo menor valor absoluto de milhas. Para o público que não possui esses cartões premium e depende de Esfera ou Livelo, a Smiles pode se tornar uma alternativa competitiva, mas com condições específicas: é necessário aguardar promoções de transferência bonificada. Por exemplo, em uma campanha hipotética de 90% de bônus, transferir 240 mil pontos bancários renderia 456 mil na Smiles, o que, aliado a truques de desconto (como selecionar a tarifa econômica antes de mudar para executiva), pode superar a necessidade de pontos do Flying Blue, que seria de 297.500 pontos bancários sem a parceria 1:1.
Vale a pena?
Sem sombra de dúvidas, o Flying Blue oferece o melhor custo-benefício direto para este destino, exigindo quase 6 vezes menos milhas que a Smiles sem descontos. No entanto, o custo efetivo deve ser calculado com base no seu "custo por milheiro". Se você acumula pontos em cartões com benefício 1:1 para o Flying Blue, a escolha é óbvia. Caso contrário, vale mais a pena acumular pontos para usar em uma promoção agressiva da Smiles ou aceitar pagar mais pontos no Delta SkyMiles se a disponibilidade for melhor. A lição principal é: nunca olhe apenas para o valor final em milhas, mas sim para quantos pontos bancários você precisará desembolsar para chegar lá.
Fonte original: https://passageirodeprimeira.com/qual-programa-cobra-menos-passagem-sao-paulo-paris-classe-executiva-air-france/
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