LATAM lidera barateza entre gigantes nacionais em agosto: entenda por que seus números pesam no bolso do viajante
Quem viaja de avião no Brasil e acompanha preços de passagens tem um motivo a mais para olhar com atenção para a LATAM neste momento. Os dados de agosto divulgados pela ANAC mos...
Resumo rapido
- LATAM teve tarifa média de R$ 764,17 em agosto, a menor entre as três grandes
- Reajuste de apenas 7,06% no mês, contra 21,6% da Gol e 9,46% da Azul
- Acumulado do ano: LATAM sobe 16,42% contra 37,96% da Gol
- Mercado doméstico teve alta de 14,5% em 12 meses, puxado pelo querosene
- LATAM vai para 67 destinos com novos Embraer E195-E2
Quem viaja de avião no Brasil e acompanha preços de passagens tem um motivo a mais para olhar com atenção para a LATAM neste momento. Os dados de agosto divulgados pela ANAC mostram que a companhia registrou a menor tarifa média entre as três grandes aéreas do país: R$ 764,17 por trecho. Na prática, isso significa que, em termos de preço médio, quem compra na LATAM está pagando menos do que na Azul (R$ 772,98) e na Gol (R$ 814,47).
Detalhes da oferta
O cenário de reajustes no setor aéreo em 2026 não poupou nenhuma das competidoras, mas a intensidade foi muito diferente. A LATAM acumula alta de 16,42% no ano, a Azul de 27,04% e a Gol de 37,96%. Em termos mensais, a diferença também é expressiva: enquanto a LATAM reajustou 7,06% em relação a julho, a Gol saltou 21,6%. Para uma viagem de ida e volta, a distância entre LATAM e Gol chega a R$ 50,30 por trecho, o que representa mais de R$ 100 por passageiro.
O combustível explica boa parte dessa disparidade. O querosene de aviação (QAV) custou R$ 4,98 o litro em agosto, 31,8% acima do mesmo mês de 2025. Como a oferta de voos cresceu 6,8% contra 3,3% de demanda, ainda existe uma fatia relevante de passagens abaixo de R$ 500 — mais de 34% dos assentos. Mas a tarifa média sobe porque uma parcela menor de bilhetes comprados em cima da hora puxa a média para cima.
Regras e requisitos
É importante entender que a tarifa média da ANAC não inclui passagens emitidas com milhas, nem taxas de embarque, bagagem ou assentos. Ou seja, o valor que você efetivamente paga no checkout costuma ser maior do que o número divulgado. Além disso, a média é um retrato geral do mercado — cada companhia tem rotas e malhas diferentes, então a LATAM ter a menor média não garante que será a mais barata no trecho específico que você procura.
Como aproveitar
Para quem acumula milhas, este é o momento de revisar o programa. A ANAC não contabiliza bilhetes emitidos com pontos nas estatísticas de tarifa, o que significa que a alta de 14,5% no ano não afeta diretamente quem voa usando milhas. Concentrar o acúmulo no LATAM Pass faz sentido agora: o cartão co-branded acumula até 3,5 milhas por dólar, reservas no Booking parceiro geram pontos qualificáveis e a expansão da malha abre mais opções de resgate. A LATAM também anunciou categoria Elite com sala VIP, upgrades e bagagem extra — vale chegar lá para maximizar o benefício.
Vale a pena?
Do ponto de vista puramente financeiro, a LATAM entrega o menor custo médio entre as grandes. Porém, o bolso do viajante não se resume a um número: horários, conexões e fidelidade ao programa também pesam. O dado mais relevante é o ritmo dos reajustes — a Gol subiu quase o dobro da LATAM no ano, o que torna a diferença ainda maior no acumulado. Se você viaja com frequência e não tem apego a uma companhia específica, comparar sempre antes de comprar continua sendo a regra de ouro.
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