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Cashback supera Pontos em cartões com anuidade

O cenário de 2026 para acumuladores de milhas mudou drasticamente. A facilidade de acesso à informação e a desvalorização dos "pontos orgânicos" — aqueles gerados naturalmente p...

Por Equipe Farejador de Milhas · 24/02/2026 · Equipe Farejador de Milhas
Cashback supera Pontos em cartões com anuidade

Resumo rapido

  • Validade: 6 meses (bônus), 12 meses (crédito assinatura Livelo).
  • Valor mencionado: R$ 105 (anuidade TAVI), R$ 24.50 (Latam milheiro).
  • Cashback tem retorno financeiro garantido e imediato.
  • Evita o pagamento de anuidades que não se pagam.
  • Calcule se sua fatura cobre o custo da anuidade (ex: R$ 10.000 para TAVI).

Resumo rápido

  • Pontos orgânicos estão em desvalorização sistemática no mercado atual.
  • Pagamento de anuidade em cartões premium raramente se paga apenas com gerar milhas.
  • Cartões de cashback (como Unique e Amazon) podem oferecer retorno financeiro superior.
  • Bônus de pontos comprados têm validade curta, geralmente de apenas 6 meses.
  • Resgates na Azul inflacionam anualmente, corroendo o poder de compra dos pontos acumulados.

O cenário de 2026 para acumuladores de milhas mudou drasticamente. A facilidade de acesso à informação e a desvalorização dos "pontos orgânicos" — aqueles gerados naturalmente pelos gastos do dia a dia — exigem uma reavaliação estratégica. Uma análise detalhada comparando cartões como Santander Unique, Itaú Personnalité, BTG Ultrablue e Nu Ultravioleta indica que, para a maioria dos perfis, o cashback pode ser mais vantajoso financeiramente do que a acumulação tradicional de pontos, especialmente quando se considera o custo das anuidades.

Detalhes da análise

O estudo comparativo revela que a geração de pontos por real gasto está caindo. Um exemplo claro é o programa Latam Pass Itaú, que reduziu sua pontuação de 4,2 para 3,7 pontos por dólar. Além disso, o pagamento de anuidade para gerar pontos muitas vezes é um prejuízo. No caso do cartão TAVI (Azul/Itaú), que cobra R$ 105 por mês, o usuário só "empata" o valor da anuidade com o benefício gerado se tiver uma fatura mensal de aproximadamente R$ 10.000. Abaixo desse valor, o custo para manter o cartão supera o retorno das milhas geradas.

Comparativamente, o Santander Unique na versão Cashback oferece um retorno de 1,2% (ex: R$ 62,40 em uma base de cálculo), o que supera o retorno estimado da versão Pontos (cerca de 1% ou R$ 52-54). A lógica se aplica a outros bancos: se você não tem isenção de anuidade por investimento ou salário, cartões gratuitos com cashback (como o da Amazon, com 1%) tendem a ser mais lucrativos do que cartões de pontuação que cobram anuidade.

Regras e particularidades dos programas

Na Azul, a análise é complexa pelo fator "Clube". Quem é assinante há mais de 5 anos recebe bônus maiores (120% na base e 350% na bonificação) em comparação a não assinantes (90% e 310%). O TAVI oferece 4,5 pontos por dólar (com Clube) ou 3 (sem Clube), além de 10% de desconto na compra direta de pontos. Já a Latam faz poucas promoções de venda, muitas vezes limitadas a detentores do cartão Latam Pass Itaú ou com pequenas quantidades de pontos disponíveis.

Uma regra crucial observada é a validade: pontos bônus obtidos em compras ou transferências costumam expirar em apenas 6 meses. Considerando que a Azul costuma ter bons resgates apenas em voos de curto prazo (menos de 3 meses), comprar pontos para viagens de longo prazo é extremamente arriscado.

Como aproveitar a estratégia

Para maximizar a economia, o leitor deve calcular o "ponto de equilíbrio" da anuidade. Se o seu gasto mensal não justifica a taxa, mude para o cashback. Com o dinheiro economizado do cashback, você pode comprar pontos quando houver promoções reais. Para a Azul, a compra via Livelo ou Esfera (modalidade Pontos+Dinheiro) costuma ser mais vantajosa do que comprar direto da companhia, exceto pelo desconto do TAVI. Atenção: promoções de assinatura Livelo (165k ou 385k pontos) entregam os pontos ao longo de 12 meses, não sendo ideais para necessidade imediata.

Vale a pena?

Financeiramente, a aposta em pontos pagando anuidade é "neutra" ou negativa para a maioria dos consumidores. O "jogo" das empresas aéreas é favorável à casa: pontos vendidos financiam o caixa das companhias e sofrem inflação de resgate, enquanto o dinheiro do cashback mantém seu valor nominal. A menos que você gaste valores altíssimos (acima de R$ 20.000 no TAVI para garantir isenção total) ou utilize intensivamente os benefícios de-status (salas VIP, bagagens), a migração para cashback ou cartões sem anuidade é a decisão mais racional.

Fonte original: https://meumilhaodemilhas.com/2026/02/24/guest-post-pontos-sao-melhores-que-cashback/

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e educacional, representando a opinião editorial da equipe Farejador de Milhas. Não constitui recomendação de compra, venda ou qualquer decisão financeira. Cada leitor deve avaliar cuidadosamente as informações apresentadas e, se necessário, consultar profissionais especializados antes de tomar qualquer decisão. O Farejador de Milhas não se responsabiliza por ações tomadas com base neste conteúdo.