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Cartão premium: por que o Revolut Infinite pode bater o Aeternum no custo-benefício

Escolher um cartão de alta renda deixou de ser apenas uma questão de status para virar uma conta matemática. Dois pesos pesados do segmento — Bradesco Aeternum e Revolut Visa In...

Por Equipe Farejador de Milhas · 19/09/2026 · Equipe Farejador de Milhas
Cartão premium: por que o Revolut Infinite pode bater o Aeternum no custo-benefício

Resumo rapido

  • Anuidade: Aeternum custa R$ 2.200 (isenta com R$ 5 mi em investimentos); Revolut Infinite sai por R$ 959,88 (isenta com R$ 8 mil/mês em gastos).
  • Pontos: Aeternum entrega 4 pts/US$ na Livelo (sem validade); Revolut dá 2,5 pts/US$ no crédito com transferência 1:1 para 9 programas aéreos.
  • Câmbio internacional: Revolut oferece spread zero e IOF zero; Aeternum pratica spread de 6% mais IOF de 3,5%.
  • Salas VIP: Aeternum libera DragonPass ilimitado para titular e adicionais + 12 convidados/ano; Revolut concede 2 acessos LoungeKey.
  • Extra: Revolut inclui 10 créditos/mês no ClassPass (valor estimado em R$ 1.200/ano).

Escolher um cartão de alta renda deixou de ser apenas uma questão de status para virar uma conta matemática. Dois pesos-pesados do segmento — Bradesco Aeternum e Revolut Visa Infinite — disputam a preferência de quem viaja, mas com propostas radicalmente diferentes. Um exige patrimônio elevado para zerar a fatura; o outro pede volume de gasto mensal. Um maximiza o acúmulo de pontos; o outro elimina custos invisíveis no exterior. Entender qual cabe no seu bolso e no seu estilo de viagem é o primeiro passo para não desperdiçar dinheiro.

Detalhes da oferta

A diferença de preço salta aos olhos: o Aeternum cobra R$ 2.200 por ano, enquanto o Revolut Infinite parcela R$ 959,88 em 12 vezes de R$ 79,99. São R$ 1.240,12 de economia anual apenas na anuidade. No quesito pontuação, o cartão do Bradesco lidera com 4 pontos por dólar gasto, creditados na Livelo sem prazo de validade. O Revolut devolve 2,5 pontos por dólar no crédito (e 1 ponto no débito), mas compensa com uma malha de transferência 1:1 para programas como Iberia Plus, Qatar Airways, TAP Miles&Go, Smiles, LATAM Pass, British Airways, Aegean e Finnair. Isso dá ao usuário liberdade para emitir onde a tabela estiver mais vantajosa, sem ficar refém de um único ecossistema.

Regras e requisitos

A barreira de entrada é o grande divisor de águas. Para isentar a anuidade do Aeternum, o cliente precisa manter R$ 5 milhões aplicados no Bradesco — um critério de relacionamento e patrimônio que restringe o público. Já o Revolut adota uma regra comportamental: basta concentrar R$ 8 mil em compras mensais no cartão. Essa exigência torna o produto acessível a uma fatia muito maior de consumidores que têm fluxo de caixa, mas não necessariamente um montante milionário parado em investimentos. Além disso, o Revolut adiciona o benefício do ClassPass (10 créditos mensais), que pode ser usado em academias e estúdios, funcionando como um abatimento indireto da anuidade para quem aproveita.

Como aproveitar

Se o seu perfil é de alto patrimônio investido no Bradesco e você valoriza acesso irrestrito a salas VIP — incluindo DragonPass ilimitado, Bradesco Lounge, Ambaar e VIP Club, além de 12 convites anuais —, o Aeternum continua imbatível na experiência aeroportuária. Porém, se você faz compras frequentes em moeda estrangeira ou viaja para fora do Brasil, a economia com câmbio do Revolut (spread zero + IOF zero) pode superar a diferença de pontos. Na simulação da fonte, um gasto de R$ 8 mil/mês (US$ 1.541 a R$ 5,19) gera cerca de 74 mil pontos/ano no Aeternum contra 46 mil no Revolut. Contudo, ao remover o custo de 9,5% (spread + IOF) nas transações internacionais, o Revolut devolve poder de compra real. A estratégia ideal pode ser: usar o Revolut para todas as despesas internacionais e assinaturas em dólar, e manter outro cartão para maximizar pontos no Brasil.

Vale a pena?

O veredito depende do que você prioriza. O Aeternum vence em volume bruto de pontos e infraestrutura de lounges — essencial para quem voa toda semana e valoriza conforto no solo. O Revolut Visa Infinite ganha em custo total de posse, facilidade de isenção, flexibilidade de resgate (múltiplos programas aéreos) e, principalmente, no câmbio. Para o viajante que gasta forte no exterior, a isenção de spread e IOF costuma render mais economia do que a diferença de 28 mil pontos anuais. Some-se a anuidade menos da metade e o ClassPass, e o custo-benefício pende fortemente para o lado da fintech. Não existe "melhor" absoluto; existe o cartão que resolve a sua dor: acúmulo máximo ou custo zero para viajar leve.

Fonte original: https://altarendablog.com.br/2026/09/19/bradesco-aeternum-x-revolut-visa-infinite-qual-cartao-faz-mais-sentido-para-quem-busca-viajar-melhor-2/

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