Assinaturas Internacionais: O Modelo de Clube de Milhas Chega ao Flying Blue
O mercado de fidelidade internacional está observando de perto uma tendência que nasceu e se consolidou com força no Brasil: os clubes de assinatura. Recentemente, o Flying Blue...
O mercado de fidelidade internacional está observando de perto uma tendência que nasceu e se consolidou com força no Brasil: os clubes de assinatura. Recentemente, o Flying Blue, programa de fidelidade das companhias Air France e KLM, decidiu entrar nessa onda. Desde o final de 2024, o programa europeu passou a oferecer aos seus membros a possibilidade de adquirir milhas de forma recorrente através de mensalidades pagas em dólares, espelhando o modelo de acúmulo mensal já conhecido em programas brasileiros como Smiles, Azul Fidelidade e LATAM Pass.
Detalhes da oferta
O Clube Flying Blue funciona através de planos de assinatura onde o cliente paga um valor fixo mensal para receber uma quantidade determinada de milhas em sua conta de forma automática. Diferente dos programas nacionais, a cobrança é realizada exclusivamente em dólares americanos (USD). Isso significa que o custo real para o viajante brasileiro flutuará conforme a cotação da moeda no dia do fechamento da fatura e incluirá a incidência de IOF para transações internacionais no cartão de crédito. O objetivo central dessa iniciativa é criar uma base de clientes com engajamento recorrente, garantindo um saldo constante para futuros resgates nas companhias da aliança SkyTeam.
Regras e requisitos
Para os interessados em aderir ao serviço, é fundamental observar as condições de permanência estabelecidas pelo programa. O Flying Blue determinou uma carência mínima de três meses para os novos assinantes. Na prática, isso significa que ao contratar qualquer um dos planos disponíveis, o usuário assume o compromisso financeiro de manter a assinatura ativa por pelo menos um trimestre antes de ter o direito de solicitar o cancelamento. Essa regra visa evitar que usuários entrem no clube apenas para um aporte momentâneo e saiam logo após o primeiro crédito de milhas.
Como aproveitar
A melhor estratégia para utilizar o Clube Flying Blue não é o acúmulo passivo e de longo prazo, mas sim o uso tático para completar saldos de emissão. Se você já possui uma quantidade significativa de milhas e precisa de um montante adicional específico para emitir uma passagem em Classe Executiva ou aproveitar uma das famosas "Promo Rewards" (ofertas mensais de resgate com desconto), a assinatura pode ser um caminho mais previsível do que aguardar por promoções de transferência bancária. Além disso, a movimentação mensal da conta através do clube é uma forma eficaz de manter o saldo ativo e evitar a expiração de milhas por falta de atividade.
Vale a pena?
Sob uma ótica financeira rigorosa para o público brasileiro, a assinatura do Clube Flying Blue é um produto de nicho e deve ser analisada com cautela. Devido à exposição cambial e às taxas de transação internacional, o custo para gerar essas milhas tende a ser elevado quando comparado às estratégias de transferência bonificada a partir de cartões de crédito nacionais.
O veredito editorial é que a assinatura só faz sentido para o "power user" do programa ou para quem tem uma estratégia de resgate imediata e precisa completar o saldo. Para o viajante ocasional, os custos envolvidos e a carência de três meses podem tornar a experiência menos vantajosa do que o acúmulo tradicional. Avalie sempre o custo do milheiro em reais antes de confirmar a adesão.
Fonte original: https://meumilhaodemilhas.com/2026/01/19/curiosidade-do-dia-o-clube-de-milhas-do-flying-blue/
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